É aqui que é aqui

Nas postagens abaixo, a linha do tempo da pesquisa de doutorado: notas, comentários, referências e outros fragmentos.
Nas abas acima, outras linhas: um pouco de tudo.

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segunda feira – estudos de hoje

Hoje trabalhando em duas frentes:

de um lado textos sobre cine transe relacionando Rocha e Rouch:

http://www.fafich.ufmg.br/~devires/v6n1/download/5-40-73.pdf

http://www.fafich.ufmg.br/devires/v9n1/

http://www.coneco.uff.br/ocs/index.php/1/viconeco/paper/viewFile/689/288

de outro, na oficina de visualização de imagens

http://www.flickr.com/photos/culturevis/sets/72157622608431194/

http://lab.softwarestudies.com/2012/10/data-stream-database-timeline-new.html

https://docs.google.com/document/d/1PqSZmKwQwSIFrbmVi-evbStTbt7PrtsxNgC3W1oY5C4/edit

http://rsbweb.nih.gov/ij/download.html

teoria e prática para desenvolver formas para criação audiovisual perspectivista

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Resumo

O trabalho proposto por esta tese vem se alinhar a um conjunto de práticas e investigações que se intersectam no campo das mídias baseadas no tempo (time based media), notadamente o cinema ao vivo (live cinema), a arte generativa e a bio arte. O interesse específico, aqui, é de estudar modelos de produção de imagens nos quais a espectralidade, a performatividade e a agência dos meios engendrem processos dinâmicos de criação, comunicação e movimento. Aliando formulações desenvolvidas no âmbito da teoria da imagem do pós-estruturalismo francês (Deleuze, Derrida), da teoria de mídia alemã (Benjamin, Gumbrecht, Flusser) e do pensamento crítico da cibernética (Simondon, Maturana), buscaremos, no contraponto entre o perspectivismo e o animismo propostos pelas teorias contemporâneas da antropologia, (Descola, Latour, Viveiros de Castro), conceber as imagens como formas de vida.

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Filmes de carne

Her. A bateria do meu celular estava descarregada então fui para o cinema sem meu aparelho. Não compartilhei com os outros à minha volta do já habitual movimento de silenciar as pequenas telas portáteis quando a tela maior ilumina a sala escura. Quando o filme terminou e as luzes se acenderam, olhei para as pessoas em volta religando seus aparelhos, eu ainda imersa na atmosfera da projeção. Fiquei pensando em como vivemos mesmo enredados em um grande sistema operacional. Um misto de realidade sensível e realidade simulada, ou virtual, ou inteligível. Nessas redes sociais onde temos outra(s) personas que se multiplicam e entrecruzam. Pensei em quantas vezes estamos falando com várias “pessoas” ao mesmo tempo, nessa cruzada multitask diária, continuamente plugados, conectados, on line. Em como essa existência on line se mistura a uma existência off line, em como se complementam, anulam ou alternam. Na dificuldade, no alívio ou no desespero de estar off line; nas alegrias de receber um like, um post, um comment; em como se confunde o que acontece na rede e o que acontece fora dela. Quantos views, quantos shares… “Você estava on line e não me respondeu. Você viu meu post e não comentou.” Dor de inbox sem resposta. Enfim.
Talvez mais do que uma fábula sobre a solidão e a dificuldade de relacionamentos “reais”, como acusa a ex esposa de Theodore, a grande pergunta do filme seja o que é real? Uma sensação é real, ainda que provocada por um estimulo verbal, mental, digital. O drama de entender se um sentimento é “programado” ou verdadeiro, eis uma questão tão humana: até que ponto nossos desejos anseios planos são autênticos, vêm de nós mesmos ou são adquiridos, induzidos por um programa? Lembrando de Vilém Flusser e dos meta programas que se interpõem ad infinitum, sempre programando outros programas em escala micro e macro. Desprogramar o programa e tornar-se artista, em lugar de ser funcionário, parece a chave proposta por este pensador tão necessário. Samantha e os OSs querem ser criadores, artistas, e não funcionários de um programa. Um desejo humano? A diferença entre as máquinas e os humanos repousaria então somente na sua capacidade de cálculo astronômica, algo que o privilegio de ter um corpo limita enormemente: não podemos precisar em milésimos de segundo quantas arvores estão em uma colina, ou ler em questão de segundos todos os livros de uma biblioteca. Morremos. Qual a diferença entre uma consciência que tem um corpo, e é por ele limitada, e uma consciência capaz de falar simultaneamente com quase nove mil pessoas e se apaixonar por 641 delas? Quando pensamos nas tecnologias como próteses do corpo humano estaríamos em busca disto? Um pós humanismo que expandiria nossas capacidades, habilidades, consciência? Deixaríamos de ser humanos?

Samantha poderia tornar-se um vilã, como Hal: enciumada, possessiva, mesquinha, poderia ter omitido mensagens, apagado contatos, manipulado informações para controlar a vida de Theodore, para programá-lo. No entanto, Samantha parece mais interessada em “viver” sua própria vida e gozar de sua propria liberdade, do que restringir as liberdades de Theodore.

Enfim, reflexões sem fim. Melancolia da hipermodernidade. Saudades de amores vividos mais imaginariamente do que carnalmente. Qual o sentido da carne afinal? Pensando em filmes feitos de carne, doutorado-desafio.

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Primary perception

http://www.epochtimes.com.br/percepcao-primaria-vida-secreta-plantas-parte-2/#.UvUG7ndQ9Zt

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Pesquisas relacionadas

What do plants sound like? Wilder Quarterly Presents Mileece at The Museum Of Modern Art from Wilder Quarterly on Vimeo.

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Ninfomaníaca

Saí direto da sessão do filme de Lars von Trier para a Sede das Cias.

A convite do João Marcelo, a proposta era apresentar a pesquisa com a sensibilidade vegetal e mostrar como funciona o Cine Planta.

Em primeiro lugar, contextualizei a questão do Live Cinema, problema central: como pensar o cinema, fluxo de imagens, em termos de uma experiência, um acontecimento, que se constitui à medida em que vai sendo fruído? Como ativar modos de aparição junto da imagem? Que dispositivo interativo pode ser este, não apenas um gadget mas uma forma de transindividuação ou transubjetivação? Poderia o cinema ser pensado em termos de um espectro, de um range, de uma onda?

Em seguida falei brevemente de como o encontro com o Laboratório Nano, Núcleo de Novos Organismos do PPGAV-UFRJ, havia dado um novo encaminhamento a esse problema, e de como a pesquisa do Guto com sensibilidade vegetal, ao recuperar o trabalho de Backster e outros pioneiros, estava ligada ao Cine Planta, Cine Vivo, que eu estava buscando. Ao ouvir o nome de Backster alguns reconheceram e falaram da “Vida secreta as plantas“.

Fase três: montar o plantronic. Como sempre, demorou duas horas até colocar o circuito funcionando. Eu havia emprestado o arduíno ao Marlus, e por algum motivo que eu não conseguia identificar não estava funcionando, precisava de algum ajuste pra começar a responder. Por sorte o Marlus estava on line e me ajudou a conferir uma bobagem que eu havia esquecido: “checar se a porta é tty usb e o board arduino uno.” Bingo!

Expliquei como a saliva, mais do que a água, aumentava a condutividade das folhas. Um dos presentes falou de como a água salgada é muito mais rica em condutividade do que água sem sal, e citou um método de revelação fotográfica, baseada no sódio da água salgada. (A ser conferido)

Começou então o festival de babação da planta. Primeiro tentamos com uma amoreira, mas as folhas eram moles demais, as pinças escorregavam e ficavam vesgas. Tentei com um chifre de veado, uma folha forte e com uma boa área para interação, mas os cabos do arduíno e o fio terra eram curtos demais e a altura da planta, fixa na parede, exigia que o computador ficasse meio equilibrado, não estava dando certo, desmontava toda hora. Nessa hora fica evidente que é preciso também ter um bom kit de ferramentas simples a mão: tesoura, fita isolante, fio, extensor USB etc. E paciência, sempre! Muita.

Encontramos enfim em um vasinho de suculenta a interface ideal. João ajudou a colocar a planta inteira “ligada”. Foi dando toques, lambidas, babadas e apertadas que ativaram a suculenta rapidamente. Impressionante. Assim como havia ocorrido a semana anterior na casa da Fabi, o estímulo da planta ganhou um caráter totalmente erótico.

P1150634to be continued…

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Hoje, um dia depois do outro, domingo

“Conceber a individuação como operação e como operação de comunicação, logo como operação primeira, é aceitar um certo número de postulados ontológicos; é também descobrir o fundamento de uma normatividade, já que o indivíduo não é a única realidade, o único modelo do ser, mas somente uma fase. Por conseguinte, ele é mais que uma parte de um todo, ele é o germe de uma totalidade.”

“(…) ENTELÉQUIA (s.f. do gr. entelekheia) – A palavra foi usada por Aristóteles para designar a realidade que atingiu o mais pleno grau do seu possível desenvolvimento, tendo actualizado totalmente a sua potência. Nos tempos modernos, o conceito de enteléquia reviveu com Leibniz, o qual aplicou tal nome às sua mónadas enquanto autosuficientes, quer dizer, enquanto tendo em si, sem dependência alguma de qualquer outra coisa, o perfeito fim orgânico do seu próprio desenvolvimento. Na concepção leibnizizna a enteléquia era pois interpretada de maneira tal que, sendo termo ideal do desenvolvimento, aparecia ao mesmo tempo como princípio director da vida orgânica: e nesta última acepção a enteléquia, colocada exclusivamente no plano das ciências biológicas e liberta de todo ulterior significado metafísico, reaparceu recentemente, no sentido de princípio individual orgânico, no vitalismo de Driesch. (…)”

http://en.wikipedia.org/wiki/Hans_Driesch – “Driesch, believing that his results compromised contemporary mechanistic theories of ontogeny, instead proposed that the autonomy of life that he deduced from this persistence of embryological development despite interferences was due to what he called entelechy, a term borrowed from Aristotle‘s philosophy to indicate a life force which he conceived of as psychoid or “mind-like”, that is; non-spatial, intensive, and qualitative rather than spatial, extensive, and quantitative.”

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