É aqui que é aqui

Nas postagens abaixo, a linha do tempo da pesquisa de doutorado: notas, comentários, referências e outros fragmentos.
Nas abas acima, outras linhas: um pouco de tudo.

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Tanz der Ahnen Kunst vom Sepik in Papua-Neuguinea

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Hook, Ethnologisches Museum Berlin © Staatliche Museen zu Berlin – Preußischer Kulturbesitz, Ethnologisches Museum, Foto: Claudia Obrocki

“The deeds of the ancestors created the human world. The changes they wrought are manifested in the environment and cultural relics. The ancestors, it is supposed, created the broad river basin of the Sepik, on whose embankments stand the dwellings and the houses of the men. Of key significance are the dance floors in front of the men’s houses; that is where the ancestor figures perform, recalling the great deeds of yore. The dancers embody these ancestors with their rich jewellery and brightly coloured masks and become one with them.”

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Panel “malu”, Museum der Kulturen Basel © Museum der Kulturen Basel

“The Sepik plain is a large area of water and marshland. The banks of the Sepik, which extends for almost 1,200 kilometres, are inhabited by small tribal groups who speak over a hundred different languages. On the middle and lower reaches of the Sepik alone over ninety different languages are spoken, so one cannot think of the region as a relatively homogeneous settlement area. No sooner had the Sepik been discovered and named (in 1886) Kaiserin Augusta River by the German colonialists (who also drew on the same nomenclature for the Bismarck Sea into which it flowed), than the highly elaborate material culture aroused the attention of collectors and museologists all over the world.”

Link para o texto completo da exposição no site do Martin Gropius Bau

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Xamanismo

por Pedro de Niemeyer Cesarino (2009)

A mediação exercida pelos xamãs amazônicos tem mais a ver com uma certa diplomacia, uma forma de traduzir e de conectar os humanos viventes à multidão de espíritos, de almas de mortos e de animais que constituem as cosmologias indígenas.

Os xamãs, diplomatas ou tradutores, como diz a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, são os responsáveis pelo arriscado trânsito de almas para além dos corpos.

Não por acaso, alguns índios da Amazônia costumam dizer que o pajé “é como um rádio”.

O xamanismo – esta rede ou malha de conexões entre princípios anímicos que vivem por detrás dos corpos visíveis – é algo por princípio criativo e voltado para a alteridade. Exímios negociadores das multiplicidades sociais presentes desde os tempos míticos, os pajés sabem traduzir em seus próprios termos as novidades de nosso mundo. OsMaxakali são um emblema disso. Confinados em uma terra de Minas Gerais agora repleta de capim, privados da caça e do acesso à paisagem na qual outrora viviam, não deixaram entretanto de possuir uma intensa e fascinante produção ritual. Antenados, fizeram em certa festa um telefone celular de argila, utilizado para a comunicação com os espíritos das lontras3.

3. Imagens do filme Hemex e Xunin, Terra Indígena do Pradinho, 2005 (acervo de Rosângela de Tugny)

http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/modos-de-vida/xamanismo

A identidade dos humanos, vivos e mortos, das plantas, dos animais e dos espíritos é inteiramente relacional e, portanto, sujeita a mutações e metamorfoses segundo os pontos de vista adotados” (Descola, 2005: 29, tradução pessoal).

Tal qual a demonstração de Descola sobre a maior parte dos povos do mundo, os Tikmu’un não postulam uma disjunção entre os atributos humanos e aqueles dos demais entes que povoam o mundo. Tal aspecto fica evidente quando se analisa os yãmiyxop, termo composto do radical “yãmiy“, o qual pode ser traduzido como “espírito1” e do sufixo “xop”, usado para formar coletivo. Assim, a tradução literal desta expressão é “grupo de espíritos”, mas este termo é aplicado: a) na designação dos espíritos dos ancestrais humanos, dos animais e dos vegetais2, e mesmo de alguns entes e dispositivos provenientes do mundo colonial, como o avião, helicóptero e a cachaça, entre outros3; b) para fazer referência aos conjuntos desses espíritos, pois o pensamento Tikmun os reúnem em grupos; c) para mencionar as performances rituais e os cantos associados a estes entes.

http://www.scielo.org.ar/scielo.php?pid=S1851-16942011000200004&script=sci_arttext

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Transcomunicação Instrumental

Erich Habann ruht auf dem Friedhof Hessenwinkel in Treptow-Köpenick (Biberpelzstraße 29, 12589 Berlin), Feld B.

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Medium Religion

“The original media used by religions were scriptures and books, assigned the same task of distributing belief. Text served, additionally, to canonize belief. Without writing there is no church; without scrolls, no belief. Thus, right from the start, through the demand for repeatability embodied by the ritual, religion was not only bound to media, but was itself a medium: religion as medium complements media as religion.”

Exposicão ZKM 2008

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Coisas que entraram no meu caminho hoje

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http://www.conceptlab.com/problems/

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Medienarchäologischer Fundus

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Hoje eu tive o prazer de conhecer a coleção do Fundo de Mediarcheologia da Humboldt Universität zu Berlin. Trata-se, nas palavras de seu website, de uma “coleção de artefatos relevantes para a ciência da mídia, compreendendo diferentes gerações de descobertas eletrotécnicas e mecânicas.” (em livre tradução. como é difícil traduzir alemão! desisti no meio…)

Dois livros do Maturana e um exemplar do “Do modo de existência dos objetos técnicos”, em alemão, repousavam sobre a mesa da curadora do arquivo, Ines Liszko. Me senti em casa. Ela me recebeu muito bem e me recomendou conversar com o Prof. Wolfgang Ernst, idealizador do espaço, a respeito da minha pesquisa sobre a história das mídias no século XIX e a ideia de comunicações extratemporais com o além, os espíritos e os mortos.

Comentei com ela sobre o objeto que mais me havia chamado a atenção, o rádio feito em uma caixa de charutos. Ela me contou que este e outros objetos haviam vindo do laboratório pessoal de um inventor falecido e que não deixou herdeiros. 20150311_172829Me mostrou uma caixa de componentes químicos, eu abri e instintivamente cheirei o interior: – Cuidado. Tem elementos radioativos também aí dentro. Depois lave as mãos…  Fiz uma piada sobre Mme Curie e pedi que ela me escrevesse o nome dele. Ela o fez mas me  disse que dificilmente eu encontraria informações sobre ele… na verdade encontrei sim. Erich Habban  foi um pioneiro das telecomunicações. Lindas e delicadas as suas criações, curiosamente se destacando nas prateleiras do Fundus. As imagens que ilustram o post são todas do trabalho dele. Fiquei grata por ter, mais uma vez, por obra do acaso, entrado em contato com algo especial. Agradecida, Berlim.

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On Telecommunication – by Eduardo Kac

‘ When Wells stresses that the telephone provides news even when he does not desire it, he promotes notice of that projective trait of the telephone, which is the launching of speech — and speech alone — in the direction of the other in constant demand for immediate readiness. This demand takes place in the linguistic domain and is properly answered by a question which is at the same time a dubious answer: “yes?” ‘

Natureza Morta ao Vivo

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