É aqui que é aqui

Nas postagens abaixo, a linha do tempo da pesquisa de doutorado: notas, comentários, referências e outros fragmentos.
Nas abas acima, outras linhas: um pouco de tudo.

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Collage

Combinando a gravação de “Aufklärung für Kinder” com as imagens que gravei com Chuckie no antigo endereço de W.Benjamin em Berlin.

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Rosa Barba

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RB_stating the real sublime‘I am interested in the hardware of cinema – the projector, explored for its sculptural quality, participates on stage and thus defines the ensemble. It is the protagonist of the works but also its own viewer.’ Rosa Barba, Time as Perspective Ostfildern: Hatje Cantz Verlag, 2013

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Subjetividade maquínica

In search of UIQ développe l’histoire du scénario perdu d’un film de science-fiction de Félix Guattari, Un Amour d’IUQ. Cette œuvre inédite, écrite au cœur des années 80, imaginait la découverte de l’Univers Infra-Quark (UIQ), une intelligence alien informe venue d’une dimension parallèle qui tombait amoureuse d’un de ses hôtes humains, avec des conséquences catastrophiques sur la planète entière. Entre documentaire, fiction et essai, au travers du déploiement d’archives vidéo et film, de lettres et autres documents qui se mêlent dans une série de fabulations, In search of UIQ explore ce que le cinéma de l’infra quark guattarien aurait dû être (et pourrait encore devenir) en observant ses relations avec les transformations sociales et politiques les plus marquantes de notre époque, depuis les luttes autonomistes jusqu’à l’encodage digital de la vie.

→ 72 min, Anglais, Français, 2013


“With the publication of The Machinic Unconscious: Essays in Schizoanalysis (1979) – his dense, theoretical psychoanalysis of resistant ‘surfaces’ in concepts like faciality, refrain and black holes – Guattari anticipated a philosophical turn toward the screen as a technology both of social and ego trans­for­mation, particularly within the digital regime. As he explained in the treatment for UIQ: ‘Cinema is an extraordinary instrument for producing subjectivity. It is political, whatever its subject […] In every sequence, every shot, there is a choice to be made between a conservative economy of desire and a revolutionary opening.’” – http://www.frieze.com/issue/article/after-life/

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Aleatório

O aleatório: o que escapa a qualquer projeto teleológico.

Uma compreensão aleatória do que seja o aleatório… Vamos a Althusser então.

Althusser rejette la causalité du matérialisme dialectique à la faveur d’une critique continuelle du présent. Dans ce contexte, il n’y a pas une évolution globale et diachronique de l’histoire, mais une multitude de luttes synchroniques qui surviennent en des lieux séparés. – Le mérite de Machiavel, par contraste avec le matérialiste historique, est d’avoir « pensé la théorie de l’histoire politique, de la pratique politique au présent », sans chercher à contextualiser ses propos à l’intérieur d’une longue période historique. Cf. L. Althusser, Sur la philosophie, Paris, Gallimard, 1994, p. 48. Voir aussi « Machiavel et nous » (1972-1986) in Ecrits philosophiques et politiques, Tome II, Paris, Livre de poche, 1994, pp. 39-173 ; et « Solitude de Machiavel » (1977) in Solitude de Machiavel et autres textes, Paris, PUF, 1998, pp. 311-324.cité dans le blog: https://www.cairn.info/revue-actuel-marx-2003-2-page-161.htm#no3

A. Negri intitulé « Pour Althusser. Notes sur l’évolution de la pensée du dernier Althusser » in J.-M. Vincent (dir.), Futur antérieur – Sur Althusser. Passages, 1993

http://www.multitudes.net/Pour-Althusser-notes-sur-l/
https://www.cairn.info/revue-actuel-marx-2003-2-page-161.htm#re3no3

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Atlas Dritte Band 2016

Bibliografia do Atlas:
Thomas Elasesser

http://www.thomas-elsaesser.com/images/full_texts/elsaesser-early%20german%20cinema-a%20second%20life.pdf
http://dare.uva.nl/document/2/66875
http://www.thomas-elsaesser.com/index.php?option=com_content&view=article&id=78&Itemid=68#Early%20German%20Cinema
http://julianhanich.de/?p=368
https://books.google.de/books?id=hFxwX-dM008C&lpg=PA261&ots=e1jcWidvZl&dq=serpentine%20dance%20and%20early%20cinema&pg=PA261#v=onepage&q=serpentine%20dance%20and%20early%20cinema&f=false

Serpentinen Tanz (1895) – One of the first films, first shown in Wintergaretn, Panknow, Berlin, Germany filmed by Max Skladanowsky.

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Cemiterada

Pesquisando sobre a cidade de Cachoeira na Bahia chego a este interessante e até então por mim desconhecido episódio, a Cemiterada. O nome, por si só, já é sensacional.7585-1

7585 “Salvador, 25 de outubro de 1836: uma multidão pluriclassista e multiracial destrói o cemitério do Campo Santo. Inaugurado três dias antes, ele havia sido construído por uma empresa que obtivera do governo o monopólio dos enterros da cidade.

Até aquela data, as pessoas eram sepultadas nas igrejas, costume considerado essencial para a salvação das almas. A revolta contra o cemitério, denominada “Cemiterada”, foi feita por centenas de manifestantes em defesa de uma vida melhor no outro mundo.

Na luta, confrades de diversas agremiações religiosas brandiam estandartes e ostentavam hábitos coloridos, representando uma cultura funerária afeita ao espetáculo e refratária à medicalização da morte.

Vinte anos depois do levante, a epidemia de cólera, trazendo em seu rastro a experiência cotidiana dos corpos putrefatos, provocava alterações que as leis e autoridades, impondo o cemitério, não tinham sido capazes de desencadear.

A morte deixava de ser uma festa para se tornar uma ameaça terrível.”

Fonte: Em defesa dos mortos 

Interessante input para pensar os cemitérios em contraponto à heterotopia foucaultiana… propondo aparentemente o oposto do que postula o filósofo francês “Jusqu’au XVIIIe siècle, il était au cœur de la cité, disposé là, au milieu de la ville, tout à côté de l’église ; et, à vrai dire, on ne lui attachait aucune valeur solennelle.” (p.3, o grifo é meu)

No Brasil colonial e na Bahia o sepultamento ao lado da Igreja, ou mais precisamente em seu interior, era pelo contrário, fato ao qual se atribuía valor não apenas solene, mas social e político. Seguindo as tradições do catolicismo português, estar na Igreja era estar perto de Deus, era vincular a morte ao reino dos céus e manter os vivos perto dos mortos em um espaço sagrado, local de culto. Daí a origem da revolta contra a criação de espaços de sepultamento apartados das igrejas e monopolizados por associações privadas:

“A Cemiterada é um exemplo do conflito entre tradição e reforma, tão comum na formação do capitalismo e dos estados nacionais modernos. Mais especificamente, ela pode ser entendida à luz das mudanças de atitudes frente a morte e aos mortos, em parte do mundo católico, entre meados do século XVIII e meados do XIX, aproximadamente.” (REIS, 2006, p. 229)

Curioso que no entanto, para Foucault, entrar na heterotopia, seja submeter-se a um rito, a uma purificação, que é parte higiênica, parte religiosa. Sobre as complexidades e contradições do conceito, encontrei um bom post de 2010: “Certains textes invitent à la dérive mentale, au grignotage désordonné. Les Hétérotopies, conférence de Michel Foucault datant de 1966, fait clairement partie de cette catégorie.” – http://www.article11.info/?Des-espaces-autres-l-heterotopie

Ao final de sua conferência, Foucault faz a análise de uma colônia jesuíta no Paraguai que me deixou um tanto confusa. Não compreendi se ele estava sendo irônico, ao elogiar a colônia, se acreditava realmente no que dizia ou se era deboche… Procurei na web algo sobre e encontrei muito pouco:
http://foucault.info/pst/az-cf-71610-881446758 – comentário sobre heterotopia e estudos coloniais. o único local onde os termos apareceriam articulados seria na conferência de 1966.

https://books.google.de/books?id=VPu21CDNNYMC&lpg=PR3&pg=PR3&output=embed
Coletânea de artigos publicados por autores indianos, colo aqui a nota de pé de página que esclarece o meu desconforto de algum modo. O autor do artigo em questão é Satish Despande:
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Para concluir, retomo um comentário sobre a Cemiterada encontrado em um blog:

“…segundo os registros, no dia 25 de outubro, uma multidão formada “por mais de mil pessoas, saiu em passeata do centro da cidade em direção ao campo santo, levando consigo “machados, alavancas e outros ferros”.

Aos gritos de “morra o cemitério”, derrubaram a maior parte do muro dianteiro do cemitério recém-inaugurado, demoliram quase toda a capela ali construída, e destruíram tudo mais que encontraram pela frente. Esse repúdio da população em 1836 ficou conhecido por “Cemiterada” e foi responsável diretamente pelo processo de desaceleração da reforma cemiteral no Brasil.”

REIS, João José. A Morte é uma Festa: Ritos Fúnebres e Revolta Popular no Brasil do Século XIX. São Paulo: Companhia Das Letras.1991

FOUCAULT, Michel Les Hétérotopies, France-Culture, 7 décembre 1966.

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Micro arqueologia aleatória em contra-espaços heterotópicos

“En revanche, le cimetière, qui est pour nous, dans notre expérience actuelle, l’exemple le plus évident de l’hétérotopie (le cimetière est absolument l’autre lieu), le cimetière n’a pas toujours joué ce rôle dans la civilisation occidentale. Jusqu’au XVIIIe siècle, il était au cœur de la cité, disposé là, au milieu de la ville, tout à côté de l’église ; et, à vrai dire, on ne lui attachait aucune valeur solennelle. Sauf pour quelques individus, le sort commun des cadavres était tout simplement d’être jeté au charnier sans respect pour la dépouille individuelle. Or, d’une façon très curieuse, au moment même où notre civilisation est devenue athée, ou, du moins, plus athée, c’est-à-dire à la fin du XVIII· siècle, on s’est mis à individualiser les squelettes. Chacun a eu droit à sa petite boîte et à sa petite décomposition personnelles. D’un autre côté, tous ces squelettes, toutes ces petites boîtes, tous ces cercueils, toutes ces tombes, tous ces cimetières ont été mis à part ; on les a mis hors de la ville, à la limite de la cité, comme si c’était en même temps un centre et un lieu d’infection et, en quelque sorte, de contagion de la mort.”
FOUCAULT, Michel Les Hétérotopies, France-Culture, 7 décembre 1966.

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San Michele, Venezia

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