o real existe na inexistência

notas da aula de 21/11 pela digníssima colega Cecilia Cavalcanti.

A velocidade da luz que cada estrela leva para chegar aos nossos olhos é a mesma. Mas, a distância entre elas é diferente. Neste caso, se pudéssemos estar em outro planeta, mais perto de uma estrela do que em relação a Terra, o conhecimento deste pequeno ponto luminoso no espaço nos chegaria primeiro. Ou seja, enquanto no tempo mecânico imperavam as representações físicas e matemáticas, no mundo contemporâneo a velocidade da luz passa a ser o novo parâmetro das relações de tempo e espaço, e o homem passa a vivenciar em seu cotidiano os resultados deste universo de quatro dimensões, através de tecnologias, manipulações do mundo microscópico ou, daquilo que não se vê, não se sabe se é, mas tem-se certeza que é real. Einstein, aos 26 anos, mudou a grandeza universal com a qual os mecânicos trabalhavam: o tempo. Agora, a velocidade da luz passa a ser o padrão não mutante. Rompe-se a uniformidade do espaço e tempo, onde cada observador vê o universo segundo a sua perspectiva. Ou seja… quando você sabe o espaço, você sabe simultaneamente o tempo. Não há corpo e não há instante universal. O mundo não cabe num instante como no mundo mecânico. A figura da totalidade de sistemas lineares dá lugar aos sistemas não-lineares, onde o maior é o não menor, onde pequenas variações nas partes podem causar inúmeras possibilidades no todo Nova fábula: Uma formiga quando toma o suco proibido, fica muito esquecida. Bem, mas a formiga tem que saber onde ela é mais necessária no seu sistema social. Para isso, para lembrá-la ela possui um dispositivo biológico de sentir odores das outras formigas. Ou seja, se há um odor muito forte, significa que existem muitas formigas. Ela vai então para onde tem menos, onde ela poderá ser mais necessária, complementar a equipe. Ou seja, o odor é o todo e determina o movimento da formiga, que quando se junta ao grupo, vai, necessariamente acrescentar odor e refazer a relação.
Na física quântica, só podemos falar daquilo que observamos. Se não observo, não posso dizer que existe. As coisas não pré existem .
A pergunta clássica: Como distinguir o ser do não ser? Platão – O real é o existente (Deus) Aristóteles – O existente é o indivíduo (individuo existe independentemente um do outro) As relações entre os objetos são determinadas pela propriedade inerente de cada um. A ilusão tem grau zero de ser verdade. Na quântica, não podemos falar no individuo, pois ora ele é uma coisa, ora ele é outra. Só sabemos quando vemos, interferimos. Vive-se o princípio da incerteza. Ou seja, aquilo que não é individuo não existe, mas é real. O real é inexistente, sempre incerto. Eu só sei que penso depois que pensar.

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