câmara privada

descrição: é um espaço reservado – idealmente um quarto, uma saleta, um cômodo – um banheiro? – cujo interior é monitorado por uma câmera de vigilância.

do lado de fora do quarto um monitor pequenino perto da porta exibe a imagem do interior, vazio, em tempo real.
se alguém entra no quarto, a câmera pára de transmitir a imagem para o monitor externo. suspende a imagem, o monitor fica fora do ar, preservando a intimidade de quem está lá dentro, ao mesmo tempo que transfere para este visitante a tarefa de “cuidar” do quarto.
justificativa: é uma ideia que coloca em jogo a questão da confiança e do cuidado, invertendo a lógica segundo a qual o intruso é suspeito, assumindo que a partir do momento em que alguém chega, e entra, este alguém passa a ser responsável e pode tomar conta do que há ali. ao mesmo tempo, se alguém entra no espaço e fecha a porta, o dispositivo de controle lhe assegura um pouco de privacidade e intimidade, contando que pode se fiar nesta presença. (sur-veiller, sobre-velar, tomar conta, assumir o sentido de cuidado positivo que a noção da vigilância/vigília poderia ter? o visitante cuida da obra e a obra cuida para que o visitante tenha um espaço seu pelo tempo que permanecer ali)
se houver imagem do lado de fora, é porque não tem ninguém e vc pode entrar.
se não tiver imagem é porque tem alguém e vc deve aguardar que este alguém take his time.
quanto tempo uma pessoa ficaria lá dentro?
questões :
montar um espaço – dimensões?
camera de vigilancia
monitor
nenhuma imagem é gravada; as imagens são só transmitidas ou interrompidas
a obra consiste em inverter um sistema comum que grava por sensor de presença.
fazendo que pela presença desarme, ao invés de armar.
como mobiliar?
uma cama?
a imagem que fica no monitor é a imagem residual da passagem do último vistante pelo cômodo:
Nan Goldin – Mon lit defait
Bruce Nauman: http://www.medienkunstnetz.de/works/video-surveillance-piece/

um banheiro? – privada?

qdo fica off line exibe outra imagem? – ref. Caixa Preta Guto Nóbrega

http://b200.nce.ufrj.br/~narrativasdigitais/hyperorganism/CXpretaBR2.html

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muita cousa
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