gestaltung, pré-história, imagens

Profa. Fernanda Bruno comentou na aula de 21/03 que, de uma perspectiva histórica da linguagem, a oralidade antecede a escrita.

Erick em resposta a uma aluno: sim, a escrita pode ser tomada por uma técnica.
via Fernanda: uma ferramenta “coisa” (Ding?) que nos informa.

(ps: não somos triunfalistas, deterministas, univocistas. sim utilizamos a perspectiva histórica como ferramenta para uma ontologia.)

Importante entender este nos “informar”. Pois aqui trata-se da questão da “forma” (morphé : ver Flusser mundo codificado) – (eidos?)

Lembrei também de Frankenstein de Mary Shelley, que Erick não citou, mas é exemplo que reúne muitos dos arquétipos – o Doppelganger, o autômato, o Unheimlich (uncanny no txt de shaviro) – citados.

Voltando a ontologia da linguagem, também poderíamos supor, que a escrita sucede não a oralidade, mas a imagem. (Flusser, Filosofia da Caixa Preta pg X)

Que as imagens  surgem como produção tecnica de linguagem já na pre-historia, na antiguidade fazem a passagem de ícone a ídolo. ( ikonos > eidos > eidolon – (via platão – timeu)

A crise da idolatria no Ocidente culmina em 2.000 AC, quando surge a escrita.

Assim, imagem sendo o primeiro grau (pré-história), escrita sendo o segundo grau (história) e a imagem técnica (pós-história) o terceiro grau… (problemático)

Imagem entendida como plano bimensional – superfície, extensão, corte, plateaux (vale Deleuze?) – e escrita como unidimensional – linearidade. Do plano à linha: subtrai-se uma dimensão. A escrita (uni) é mais conceitual que a imagem (bi). A linearidade unidimensional da escrita instaura a consciência histórica. – olha o conceito de consciência –  historisches Bewußtsein – associado à história aqui!

About paoleb

muita cousa
This entry was posted in a vida secreta dos objetos, Aesthetics, Historia da Arte Moderna e Contemporânea, Notas de Aula and tagged , . Bookmark the permalink.

2 Responses to gestaltung, pré-história, imagens

  1. Icaro says:

    Acabo de promover Flusser aqui na pilha dos “to read”.
    alucinei com essa tese de que a escrita sucederia a imagem, acho que uma genealogia nesta direção nos faria recolocar as fronteiras entre esses dois paradigmas (a escrita pictográfica – escrita? imagem?) Isso poderia trazer alguns desdobramentos interessantes pra pensar a imagem contemporânea. E alguns riscos (SEMIÓTICA! rs)
    já com relação à história como ferramenta pra ontologia, trata-se de saber o que, na história, não é histórico? ou de chegar a um Ser histórico (contradição nos termos – das mais interessantes, sem dúvida!)?
    xx,

    • paoleb says:

      Yeap! Flusser dá boas pistas nesta direção! A filosofia da Caixa Preta tá on line, é curto e certeiro, vale mt a pena para nós, sobretudo até o capítulo V. Venha sempre Ícaro, iluminar os pensamentos por aqui!

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s