apontar

notas cap V – apontar – Flusser, Vilém – O universo das imagens técnicas : elogio da superficialidade. São Paulo : Anablume, 2008

obs: continuando a leitura depois da apresentação do seminário na eba e da leitura e aula de latour na eco.

apontar – mostrar em direção à algo, sem necessariamente ter que tocar naquilo que aponta – significa –
só pode se apropriar da semântica, da semiótica e da semiologia segundo uma maneira própria – a superficialidade

dupla pergunta: como significam e o que significam?

antinomia entre reprodução e produção é superada, para afirmar que tudo é produção
de “dentro” flusser opõe os pares
“real” e “possível” ; “descoberta” e “invenção” ; “causa” e “efeito” “documentário” e “modelo”; ele opõe os pares para afirmar que toda produção é : possível, invenção, efeito e modelo.
da superfície o embate seria entre “informativas e redundantes”
não sua causa, mas seu efeito – lembrar de kausalität e ursachlichkeit na questão da técnica
sinngebung no sentido husserliano
o dominio do homem-historico sobre o mundo-texto
o homem precisa inclinar-se sobre o mundo texto – atitude reverencial – deus escreve o mundo com linguagem matemática – galileu – transcendência
se vista fenomenologicamente
crítica a hermenêutica do sujeito via fisica quantica – de nada adiante inclinar-se: o mundo é composto de intervalos; nada há a desvelar “atrás” da superfície. inclinar-se é a postura inadequada.

“todos os vetores a partir do homem rumo ao mundo nesta nova postura pós histórica.” justamente me parece que na postura pós-histórica seja a relação mais do coletivo homem-coisa um se fazendo no outro – o póshistórico é também póshumano. o próprio flusser irá troçar: curioso idealismo dos aparelhos
primeiro movimento – o vazio – o mundo apontado pelas imagens técnicas é insignificante

aqui lembrei da fábula chinesa
quando alguém aponta para a lua o sábio olha para o dedo que aponta, e não na direção apontada.
importa a direção mais do que o sentido;

não há sentido subjacente, é por isto que a imagem é insignificante

categorias como realismo ou idealismo não bastam mais

o projeto confere significado

a nossa tremenda dificuldade de emergir da profundidade para a superficialidade

o sentido das imagens tradicionais é orientar-se no mundo (pré-modernos)
o sentido das imagens técnicas é o de seguir a flecha (dar sentido) – modernos

os aparelhos não são refletores : são projetores – aqui o cerne da questão
não explicam o mundo (explicar – plier – a dobra) mas informam (bild) o mundo.

pg 72 – PROBLEMAS: parte de dentro; intenção; não há mais público e privado;
a questão aqui é o programa; o sentido das tecno-imagens é o programa. as imagens técnicas significam programas. São projeções que partem de programas e visam programar seus receptores
programar a sociedade – sociedade de controle; sociedade informática – txt Deleuze

o embate se dá entre informativo e redundante
seguindo cegamente em situação dominada mais e mais por tecno-imagens. nihilismo alemanha anos 80 wenders

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muita cousa
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