A vida é profundamente não orgânica

Falando nas rupturas provocadas pela modernidade do século XVIII, Ranciere colocou como ponto importante o que chamou de “destruição do modelo orgânico”. Sendo que ele identificou “modelo orgânico” com a noção clássica de unidade descrita na Poética de Aristóteles, onde o todo seria compreendido como mera soma de partes.
No entanto, todos os atributos que Ranciere utilizou para descrever as vanguardas do início do século XX – movimento, dinamismo, vitalismo, abertura – são, no meu entender, figuras identificadas o que eu chamaria de “modelo orgânico”.  No momento das perguntas solicitei o microfone e pedi que ele esclarecesse melhor esta ideia de destruição do modelo organico, se nao poderiamos pensar ao inves de uma destruicao em uma reconfiguracao, sobre novas bases. O próprio extrato do filme de Dziga Vertov que ele mostrou, o homem da câmera, que propoe a câmera olho, prótese da visão, se organiza a partir do que eu chamaria de montagem organica. Ele insistiu na ideia de que orgânico é um modo cristalizado, estático e esquemático de abordagem, e que era importante não confundir vitalismo com modelo orgânico, mas não foi além.

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muita cousa
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One Response to A vida é profundamente não orgânica

  1. Cezar says:

    “Le mouvement est le processus par lequel quelque chose ne cesse pas de se défaire”.

    Qu’est-ce que c’est cette décomposition ? Cette euh, je dirai eh oui, c’est très vivant tout ça. Mais c’est une vie essentiellement non-organique. C’est la vie non-organique des choses. Les choses ont une vie. Oui, ah ! vous croyez que pour vivre, il faut avoir un organisme ? pas du tout. Mais pas du tout alors. L’organisme, c’est l’ennemi de la vie. L’organisme c’est ce qui conjure ce qui il y a de terrible dans la vie. Ce qui vit, c’est les choses parce qu’elles ne sont pas asservies à l’organisme.
    Ah bon ce qui vit c’est les choses, alors il y a une vie non-organique ? Oui la vie est fondamentalement non-organique.

    Deleuze aula 3 sobre o Imagem – movimento

    bjs
    c.

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