Notas Leituras Simondon Curso Prof. Guto Nóbrega

Artigo Schmidgen

Famosa aula de Canguilhem – Machine and Organism – 1947

Por uma filosofia biológica da tecnologia

Não é um vitalista racional

Em lugar de reduzir organismos à maquinas

O fato histórico das máquinas em construção como ponto de partida para se fazer referências a estruturas e funcionamentos de organismos

Nessa caso a tecnologia não é um resultado secundário da atividade científica

Relações recíprocas entre ciência e tecnologia

1948 – Norbert Wiener Cybernetics or Control and Communication in the Animal and the Machine

LeviStrauss  1951 e Lacan 1978 welcome cybernetics –

Raymond Ruyer, professor at the Faculté des Lettres of Nancy University and proponent of what he called a “neo-finalist” psycho-biology, argued against some of Wiener’s basic assumptions, especially the latter’s narrow notion of information. Thus, Ruyer claimed for example: “A machine is communicating or using information, it does not create it” (RUYER, 1952, 1954).

André Leroi-Gourhan, the Bergson-inspired archaeologist and ethnographer of technology.

one could only arrive at innovative models and analogies for machine construction, if one studied the structure and function of biological systems.

Diferença entre Simondon e Wiener – Wiener trabalharia com categorias estáveis, fazendo uma classificação quase Linneana fazendo a escolha estável errada/

Simondon estaria em busca de uma teoria de tecnologia mais dinâmica

incorporando o conceito de Umwelt

Não seria para fazer uma botânica das máquinas

Simondon’s book is divided into three parts. The first section deals with the creation and evolution of technological objects, the second with the relations of human beings to technology, taking historical as well as contemporary interactions into account. The third part is devoted to the essence of what he calls “technicity”, i.e. the technological way of being-in-the-world, in comparison with both religious and philosophical world-relations that involve important ethical questions.

Simondon speaks explicitly about the “morphological evolution” of technological objects. At the same time, he relies on a visual strategy invented in late 18th century embryology and later used in Darwinism (although not by Darwin himself) (RATCLIFF, 1999; HOPWOOD, 2000).

concretization consists in “a convergence of functions within a structural unity concretude”

“they cooperate without knowing exactly what the others are actually doing”

Prefácio Du mode d’existence des objets techniques

grupo de cientistas sociais que toma a mecanologia como um discurso que diz respeito a técnica ou seja um tratamento que tem por objetivo operações técnicas

uma segunda abordagem incorpora as máquinas na família de coisas humanas

participantes de uma cultura global – hibridação latouriana

estas duas perspectivas não são incompatíveis

a tecnologia é restritiva se não estiver ligada ao humano – flusser

objetos técnicos nos alienam se não forem batizados

se não estiverem servindo a esperança humana – flusser

transcedência??

1a. parte – realidade da máquina – natureza intrínseca do objeto técnico

2a. parte – comentário sobre a obra de wiener l’usage humain dês êtres humains

1maquina

2maquina e homem

3maquina e filosofia

lembrando-se que a cibernética nasce de um grupo de pesquisadores do MIT matemáticos, biólogos

Newton – Wiener pensamento ciência

Contraste entre a filosofia científica da cibernética e a mecanologia

A noção central da cibernética é sistema

Na mecanologia é soma

Cibernética apresentada como um novo Carrefour da Ciência.

Feedback e informação – conceitos cibernéticos

Ciência – a metade mais importante de dos sistemas de crenças artes e ciências

Ruyer – informação independente da consciência

Validade da informática e da algorítmica em outros domínios

Ataque a base racionalista – princípios éticos e princípios lógicos em todos os domínios de significação – Discípulo de Husserl 1897

Dificuldade de terminologia – a primeira publicação foi publicada sem fazer recurso aos diagramas, depois eles fez usos

Passagem da máquina abstrata a maquina concreta, na qual os órgãos estão contidos no todo

O objeto tecnológico se aproxima do objeto natural por outras vias do que por da natureza

Um novo humanismo?

Dificuldade e ser aceita fora do círculo de iniciados e sobretudo nas ciências humanas

O termo chave  : concretude – não é concretização  dificuldade de terminologia abstrato concreto

mekané vem do grego: maquinação contra a natureza

Encontrar termos que expressem a significação da máquina na cultura global – termo grego, língua latina > inglês não se trata de tradução mas de transduçao

Assim como os filmes nos dão acesso

A essência da máquina enquanto as operações são efetuadas

Artisans – arte = techné – os elementos humanos escondidos na máquina

Intersubjetividade – profundidade e ressonância

Dialogo entre si mesmo e o outro

O conhecimento não verbal articulado pelas mãos e pés é a maneira através da qual o corpo pensa

O interesse contemporâneo pelo corpo resultava não de uma reação contra séculos de racionalismo, mas de efeitos desestruturadores de choques causados pela chegada do automatismo das maquinas.

Marx: substituição da mão humana pela máquina é a causa desta ruptura

Quando a máquina, objeto técnico individual, é capaz de atividade demiúrgica humana – não apenas um instrumento de trabalho, mas ela mesma fazendo coisas

Mitologia do robô

Medo irracional da tecnologia

Os corpo era entendido com oposição ao modelo racionalista (o fantasma da maquina Descartes)

Estes modelos não devem ser confundidos com o soma ?

Objetividade #fail – tecnologia, invenção, criação e não objetividade frente a um real já dado

Tecnologia > criação de mundo

Simondon observou que o objeto técnico individualizado corresponde a uma dimensão humana

Pedras polidas : emanações do corpos

INTRODUÇAO

Estudo animado pela intenção de uma tomada de consciência do sentido dos objetos técnicos.

Cultura: como se os objetos técnicos não contivessem uma realidade humana – mostrar como a cultura (o senso comum) define-se como sistema de defesa contra os objetos técnicos

É necessário o pensamento filosófico

O pensamento da cultura não o inclui

Comparável a abolição da escravatura – sob o preço de os homens se tornarem também escravos (Flusser)

Oposição entre cultura e técnica

Entre homem e maquina

Falsa e sem fundamento

Ressentimento (Nietzsche)

Linguagem como artefato – Andy Clark

O corpo é a camada mais externa da mente

Estados meditativos – Parama Purusa

le monde des objects techniques, mediateurs entre la nature et l’homme

MIS oneism

Não é ódio ao novo mas recusa de uma realidade estrangeira

Sendo que este estrangeiro é ainda humano.

Machine: assemblage de matière

Déporvue de vrai signification

Animés d’intention hostile – mídia e cinema imagem do ataque das máquinas

Ambigüidade das ideias relativas ao automatismo

Metrópolis

Idolatras da máquina – eidolon – eidos – eikonos

Perfeição = automatismo idealização eidos

Máquina de todas as máquinas – metamáquina

Automation possui mais uma significação econômica e social do que uma significação técnica. Pg 11

máquina complexa – comporta um grau de indeterminação – técnica de 2o grau. (campo de possíveis; virtualidade)

 Le véritable perfectionnement des machines, celui dont on peut dire qu’il eleve le dégré de technicité, correspond au fait que le fonctionnement d’une machine recèle une certaine marge d’intedetermination.

Problema : une machine purement automatique – autopoiesis – eu tinha feito esse arco no meu trabalho sem ler simondon

Máquina aberta

Homem como organizador permanente

Interprete vivo – Hermes

Não é o vigia de um bando de escravos mas o organizador permanente de uma sociedade de objetos

Não gosto da comparação que ele faz com uma orquestra

Gesto humano frisado e cristalizado em estrutura que funcionam

Prise de conscience dans la réalite technique et l’introduire dans la culture

La relation d’usage n’st pás favorable a la prise de cinsciencie

O conhecimento científico vê em um objeto técnico a aplicação prática de uma lei teórica.

It is possible to program the working of  the machine by limitating the its margins of indetermination

avec #Simondon dans “le monde des objects techniques, mediateurs entre la nature et l’homme”

humain : regulando margem de indeterminação > tecnólogo, mecanólogo, sociólogo, psicólogo

necessário tomada de consciência da natureza das máquinas, de sua realidade humana – pg 13

fundamentos de programação de máquinas devem ser ensinados como sao ensinados funadamentos literários

máquinas são caixas pretas

abrir caixas pretas

esquemas fundamentais de causalidade e regulação que constituem uma axiomática da tecnologia devem se ensinados de modo universal

iniciação técnica no mesmo plano que a iniciação científica  (NAVE)

função filosófica : aprofundar o conhecimento da existência

três níveis do objeto técnico e sua coordenação temporal não dialética:

elemento – indivíduo – ensemble

ordem pressupõe diferença

desordem é entrópica pois é o nivelamento completo – morte termal

DELEUZE

Simondon começa com dois comentários críticos :

Tradicionalmente o principio de individuação refere-se a um individuo inteira e previamente constituído

O individuo não é o resultado, mas o meio da individuação

O pré-indivudual – a potência do devir – o vir a ser

Condição prevista de individuação existência de um sistema meta estável

Ele implica, portanto, uma diferença fundamental, como um estado de dissimetria. Todavia, se ele é sistema, ele o é na medida em que, nele, a diferença existe como energia potencial, como diferença de potencial repartida em tais ou quais limites. Parece-nos que a concepção de Simondon pode ser, aqui, aproximada de uma teoria das quantidade intensivas; pois é em si mesma que cada quantidade intensiva é diferença. Uma quantidade intensiva compreende uma diferença em si, contém fatores do tipo E-E’ ao infinito, e se estabelece, primeiramente, entre níveis díspares, entre ordens heterogêneas que só mais tarde, em extensão, entrarão em comunicação. Ela, assim como o sistema metaestável, é estrutura (não ainda síntese) do heterogêneo

Singular sem ser individual, eis o estado do ser pré-individual. Ele é diferença, disparidade, disparação.

a idéia de energia potencial é mais profunda do que a de campo de forces

http://larvalsubjects.wordpress.com/2006/07/06/simondon-and-individuation/

About paoleb

muita cousa
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