Curta Galeria

Gostaria de agradecer a presença de todos, ao público que veio prestigiar o debate, às participantes da mesa, que aceitaram o convite e a proposta, e ao Festival de Curtas Metragens do Rio de Janeiro, por acreditar, investir, e manter em sua programação, desde 2010, a seção Curta Galeria.

Este segmento do Festival é dedicado à exibição e discussão de formatos audiovisuais que extrapolam bitolas, durações e superfícies de projeção, compreendendo instalações, exibições ao ar livre e outras práticas que promovem o diálogo entre os curtas metragens e as artes plásticas.

No ano passado, dentro desta seção, realizamos uma parceria com a Galeria Gentil Carioca Lá, que resultou na Mostra Curta Gentil. Além da exposição, que exibiu continuamente 08 trabalhos de videoarte no interior da Galeria durante todo o período do Festival, realizamos, ao longo de 10 noites, projeções em larga escala na empena cega do prédio vizinho, e dois debates que se propuseram a pensar justamente as fronteiras do audiovisual.

Em 2012 a Curta Galeria traz ao público, além deste debate, duas novas exposições.
Na última 6a. feira foi aberta a videoinstalação inédita caleidosCópias, comissionada especificamente para o espaço da Cela do Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia. Esta exposição permanece aberta a visitação até o dia 11, próximo domingo.
Hoje, logo após nosso debate, será aberta a exposição Videoarde. Vídeo crítico en Latinoamérica y Caribe, que ocupará o Instituto Cervantes até o dia 30 de novembro e sobre a qual a curadora Laura Baigorri Ballarin fornecerá mais detalhes.

É nesse contexto que damos início a esta roda de conversa sobre a “ardência do vídeo”, propondo pensá-lo como uma prática ao mesmo tempo artística e política. Quando nos referimos à dimensão política da arte não estamos nos restringindo às obras que tratem de temas convencionalmente reconhecidos como políticos, ou usualmente identificados com o campo da política institucionalizada. O que nos orienta é menos uma restrição no plano da arte e mais uma ampliação do entendimento da política, pensada aqui desde a micropolítica da lida cotidiana até o seu entendimento como estética, como partilha do sensível, criação daquilo que é comum.

Nesse sentido toda arte é política, e a proposta aqui seria pensar as especificidades do vídeo, e mais especificamente ainda do vídeo na America Latina. Para tanto contaremos com a apresentação das participantes da mesa, começando pela curadora Laura Baigorri Ballarín, Doutora em Belas Artes e professora titular especialista em Arte e Novos Meios na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona; em seguida falará a artista multimeios Moana Mayall, idealizadora e curadora do Vide Urbe, e por fim a artista Cinthia Mendonça, encenadora, graduada em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, criadora e gestora do projeto Nuvem – Estação Rural de Arte e Tecnologia.
Cada uma terá 20 minutos para expor suas apresentações e ao final teremos cerca de 20 minutos para um debate com a participação do público.

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muita cousa
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