dialogue rapide

“A observação do espaço e a interpretação das imagens registradas baseiam-se em determinados parâmetros. Que parâmetros são estes? Além disso, sob outro registro, os habituais transeuntes também estão acostumados a uma certa regularidade. Quando e a partir de que movimentos ela pode vir a se quebrar?”
Me pergunto, ao atuar sob a normativa das cameras de vigilância, sob seu programa (espaço, tempo, deslocamento, ângulos, campo de visão – códigos prescritos), não é o próprio corpo/performer que se reprograma?
justamente a proposta é burlar a normativa das câmeras. a partir do entendimento do que seja a norma e o padrão disciplinador de corpos – o registro no qual operam – quebrar esse padrão, desprogramar, a partir do gesto que liberta
Ou seja, não estaria esse (corpo/performance) subjulgado ao desejo maquinal da câmera? Haveria alguma possibilidade de liberdade ou “quebra”, que não levasse a uma regulação (por parte do aparelho) do ato performático?
acho que aí justamente reside o coração da proposta: como quebrar sem se deixar regular? quais os limites e de que formas podem ser tensionados?
A performance codifica o corpo para ativar o espaço des-regulando (trazendo visibilidade) os tais parâmetros previstos (código social).
ok
No entanto me parece que a câmera de vigilância se encontram numa posição privilegiada com relação tanto a performance quanto ao corpo social.
não tenho tanta certeza disto. a câmera de vigilância encerra um discurso sobre o corpo social e pode ser tomada como um dispositivo performativo. não sei se colocaria em termos de privilégios… não se trata de empoderar câmeras, e sim corpos
A câmera nunca se neutraliza, nunca se des-regula, ela sempre é “consciente” de seu funcional ato de vigia, daí seu nome.
não há qq desejo de neutralização na proposta. muito ao contrário. é justo por ser uma câmera de vigilância, que opera segundo certo tipo de programa, que a proposta se coloca, como sousveillance, antisurveillance.
É um contrato que só se quebra pela sua inoperância.
a inoperância do programa pode ser ditada por exemplo por sua obsolescência. ou por atos absurdos, que quebrem o código do que se espera destas images e as inscreva em outro regime. como ler de outra forma estes circuitos?
No mais dançamos com ela, a tornamos parte de nosso corpo, acabamos fazemos fazendo seu jogo.

Me parece que tem um problema aqui.
bem aventurados sejam os que não concordam conosco!
merci

About paoleb

muita cousa
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