Pequena mostra CinePlanta

Breve inventário de artistas que realizam projeções sobre plantas, ampliando, por meio de suas poéticas específicas, a noção de fotossíntese : síntese que se dá através da luz da projeção, atravessando subjetividades humanas e vegetais, produzindo cinemas híbridos…

1. #Symbiosis, de Roberta Carvalho  – O projeto #Symbiosis, concebido pela artista paraense Roberta Carvalho, vem acontecendo desde meados de 2008 e consiste numa série de ações de projeção digital videográfica ou fotográfica em copas de árvores no espaço público da cidade, misturando a um só tempo intervenção urbana, fotografia, vídeo mappping e instalação.

 

Statement da artista: “Como se sabe, Symbiosi é um termo da ecologia que designa uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. E é dessa forma que a symbiosi, aqui proposta, ocorre. Dois entes: imagem e natureza, sendo a natureza hospedeira da arte, criando com ela um novo ser, um UNO. E desta relação uma coisa outra é gerada: escultura de luz, uma criatura verde, uma árvore observadora. A proposta deste projeto vai muito além da utilização da árvore como um anteparo para uma imagem, e leva ao extremo o nome que o designa. Propõe um estudo morfológico das copas das árvores. A imagem que se projeta, em geral figuras humanas, tem uma relação formal estreita com o desenho da árvore e uma relação simbólica com o lugar onde estas árvores se encontram. É o corpo se adequando ao espaço da natureza, para com ela formar um só organismo, em uma delicada relação simbiótica e simbólica que suscita reflexões acerca da nossa relação de identidade com a natureza e vice-versa.”

2. Humannature – Craig Walsh 
Japan / Australia / Cuba / UK / Singapore, 1998 – 2008

  “HUMANATURE is a site-specific project, which transforms plants and trees by day into monumental sculptures by night. This illusion is produced through slide or video projection of computer-manipulated portraits, pre-recorded video or live video feeds of actors onto trees, which have a similar 3-Dimensional form as a the human head.The outcome of this process is monumental heads glowing in the darkness, often perceived by the audience as a giant hologram or an elaborate form of topiary. In the case of live video feeds, the audience can freely converse with the tree in a real time interactive event.”

3. Emergence – Craig Walsh, 2012

“Walsh’s project, entitled “Emergence,” involves a series of ghostly, colorful projections of activists’ faces on nearby trees. The installation pays homage to Hyde Park’s own history as a social destination for protest. Walsh’s other work with projections also subvert traditional space, echoing Krzysztof Wodiczko’s work. Both Wodiczko and Walsh amplify the voices that are often ignored through their engaging works, and the results draw in casual observers and public art fans alike.”

4. Videossintesis de Moana Mayall Videointervenção [em parceria com o artista e biólogo Bruno Rezende/ Bromélio Aechmeio]. Junho de 2012.

Do texto do site da artista: “Sobre, e através de uma tela formada por uma vegetação endêmica da Mata Atlântica, mais conhecida como “barba de velho” (Tillandsias usneoides), projetam-se planos de vídeo, em close, de rostos ancestrais e ainda presentes. Peles vermelhas: vermelho é uma das cores que mais propiciam a fotossíntese através de luz artificial. As grandes faces se revezam no mesmo registro, nos traços e pinturas corporais de índios de diversas tribos brasileiras, permeando como pura energia luminosa os veios da planta que costuma se espalhar por árvores e mobiliários urbanos, de forma espontânea. A tessitura absorve a luz artificial e à noite pode também reviver a sua própria fotossíntese, assim como dar relevo, textura, suporte e vida às imagens.”

5. Cambodjan trees, the Clement Briend 

Neste caso as figuras projetadas não são humanas, mas deidades orientais.

“La culture cambodgienne est habitée par une spiritualité qui crée une conscience du monde peuplée de génies et d’esprits. Dans le paysage d’une ville endormie, la nuit fait apparaître ces figures divines sur les arbres, permettant ainsi leur incarnation. Par ces projections nocturnes, nous pouvons alors toucher la magie qui illumine leur regard sur le monde.”

6. Lit Tree – a conversation between tree and people trrogh 3d light patterns using the tree’s leaves as voxels  de Kimchi and Chips

O derradeiro trabalho concentra-se na interatividade homem-planta através de um facho luminoso, remetendo a experiências milenares do teatro de sombras. 

“A small potted tree has a perpetual conversation with people. Through the use of video projection, a tree is augmented in a non-invasive way, enabling the presentation of volumetric light patterns using itʼs own leaves as voxels (3D pixels).

We have developed our own structured light system (called MapTools-SL) which scans the location of every pixel in 3D, allowing a cloud of scattered projector pixels to be used as 3D Voxels.

The tree invites viewers with a choreographed cloud of light that can respond visitors motion. As visitors approach, they can explore the immediate and cryptic nature of this reaction. The tree can form gestures in this way, and can in turn detect the gestures of its visitors. By applying a superficial layer of immediate interaction to the tree, can people better appreciate the long term invisible interaction that they share with it?

We propose an alternative to the media facade, whereby designers and advertisers use LED and projection technology to display graphics through the built environment. We suggest that use of media facades can lead to an asymptote of confusion and visual pollution. Instead, we ask how can an unscripted natural entity within our environment can also be visually celebrated. If we can promote the use of trees as outdoor visual media, then we can better plan cities to both accommodate the human requirement for nature, and our developing want for digital control over the visual environment.

Since the colour temperature of light produced by a video projector’s bulb is similar to the surface of the sun (5800K), we suggest that over time, the tree could naturally react to the light that is projected onto it. In this way we could speak to the tree in the medium it can react to most immediately, light. We listen to the tree’s reaction through the detailed 3D scans of its shape that are produced by the projection system. We propose this for further research. (UPDATE: This has been verified at FutureEverything. After 1 week, growth was detected in volumes of the tree which were covered by projection light)

This type of photosynthesis would also allow for the tree to self-optimise for projection. Leaves which are in shadow from the projection move out to find the projector’s light. Furthermore light wasted inside the tree is absorbed in photosynthesis, which converts local carbon dioxide to oxygen.”

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muita cousa
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