Labocine

RIP Líder. O laboratório de revelação e copiagem de negativos de cinema do Rio de Janeiro fechou suas portas. Para quem viveu essa era é uma notícia triste. Com a nostalgia vem a pergunta: o futuro do cinema é digital? Bem, quando a fotografia se popularizou houve quem dissesse: a pintura morreu. Rá. Assim como o 35mm não matou o 16mm que não matou o super 8, o 10K não matou o 4 K nem o 2 K e nem o VGA. Bem, o VHS talvez tenha morrido mesmo. As questões são complexas. Mas a promessa de mais tecnologia e melhor resolução parece conversa boa para vender obsolescência programada. Talvez a alardeada “morte” do negativo sirva para pensarmos de onde vem a prata das emulsões, como é retirada, quem a minera, em que condições seu comércio se dá e outras questões urgentes de ecologia de mídias que todo o lixo eletrônico que produzimos tem trazido à tona.

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muita cousa
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