Rabih Mroué no Moma

Conheci o trabalho de Rabih Mroué no Video Vortex em Istanbul.

No registro de sua Performance Lecture “Pixelated Revolution” ele faz uma análise de vídeos gravados por pessoas em áreas conflagradas por guerras. São vídeos de celulares, em um dos quais o sujeito que grava a cena à qual assistimos na tela é, ele mesmo, baleado. Sua forma de analisar a cena, refletindo sobre os inúmeros vetores que se cruzam na imagem me lembrou bastante o Godard do Grupo Dziga Vertov, o comentário da imagem, não apenas a imagem dada na tela mas o discurso sobre a imagem, a imagem dissecada, repetida, ver a imagem de novo, falar sobre ela, o ato de falar sobre a imagem uma nova imagem.


Acabo de ver que em abril será apresentada no Moma Riding on a Cloud a performance que ele apresentou em Berlin em janeiro, e que eu, abduzida pelo Cine Fantasma, perdi.

Fiquei bastante intrigada com sua proposta de realizar uma performance com o irmão, que sofre de afasia, diagnosticada como a dificuldade de reconhecer conhecidos e amigos em imagens. O tema de como delegamos a faculdade de lembrança às imagens que compulsivamente gravamos, ou de como as imagens, paradoxalmente, nos compelem ao esquecimento; as imagens como próteses de memória (Flusser), ou de como nos lembramos dos fatos ou das imagens dos fatos; ou em última instância o que é o real, o que é o imaginário, o que é a imagem? Construções mentais, construções técnicas, construções sociotécnicas? São individuais, são coletivas?

“As a young man during the war, Yasser suffered a head injury that resulted in aphasia, a condition that rendered him unable to recognize friends and acquaintances in photographs or other visual representations. Because he was left with this “problem of representation,” Yasser’s doctor advised that he videotape and photograph his surroundings in an effort to retain an understanding of images and, ultimately, reality. Performed by Yasser himself, Riding on a Cloud combines prerecorded video and spoken word in a parafictional meditation on the relationship between lived experience and representation. This poetic mixture of fact and fiction dissects biography, questions our relationship to images, and interrogates the space between political reality and memory.”

 

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muita cousa
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