o anti éter

No mesmo número do American Journal of Science de 1883 no qual Alexander Graham Bell publicava um artigo sobre a modificação do microfone e sua aplicabilidade na pesquisa radiofônica, Michelson publicava seu estudo sobre o movimento relativo da terra ao éter luminífero. O éter, que desde Aristóteles era conhecido como “quinto elemento”, e que, na Idade Média, adquiriu as qualidades mágicas da “quintessência”.  Com a teoria do eletromagnetismo de Maxwell o éter foi o meio através do qual as ondas luminosas se propagam no universo. Do mesmo modo como as ondas do mar na água e o som no ar. Deve haver um meio para luz e os fenômeno correlato da eletricidade.

Quantificar o éter constitui-se, portanto, em um dos problemas da ciência moderna. Sendo a ótica a ciência que estuda os fenômenos da luz, são os experimentos das relações geométricas entre lentes, filtros e espelhos criar objetos epistêmicos, ou brinquedos filosóficos, que são mais que instrumentos, são modos de operação, são programas.

Frontispiece of Ars magna lucis et umbrae, Athanasius Kircher

Frontispiece of Ars magna lucis et umbrae (1646), Athanasius Kircher, engraved by Petrus Miotte Burgundus. Source of image: Beinecke Rare Book and Manuscript Library, Yale University http://brbl-dl.library.yale.edu/vufind/Record/3439822 Ars magna lucis et umbrae, copy at the Max Planck Institute for the History of Science, Germany: http://echo.mpiwg-berlin.mpg.de/MPIWG:9WZNM3XV And at the Herzog August Bibliothek in Wolfenbüttel, Germany (full PDF downloadable): http://diglib.hab.de/drucke/94-2-quod-2f/start.htm?image=00009

Podemos dizer, para usar um vocabulário da história da ciência (LAO, 2007), que o experimento de Michelson-Morley provou ser o éter uma categoria qualitativa, que não se pode quantificar.

Infelizmente nos falta fôlego e talento para esclarecer aqui as componentes do experimento de Michelson-Morley.  Nos limitamos ao fato de que, ao criar uma situação experimental onde seria medida a variação da velocidade do movimento da terra com relação ao éter estacionário, ao tentar calcular esta diferença, ou seja, ao tentar usar o éter como um marcador e um medidor, o experimento deu negativo. Não foram aferidas variáveis mínimas que dessem leitura do éter. O experimento foi testado repetidas vezes, e se trouxe respostas sobre a inconsistência de uma teoria do éter, por outro lado criou novos problemas sobre a natureza da luz, perguntas como sempre associadas aos campos da gravitação, eletricidade e magnetismo.

O éter não existe, o éter é uma invenção. (https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ter_(elemento) )(https://es.wikipedia.org/wiki/Henri_Poincar%C3%A9)

Assim como os raios N, o próximo capítulo.

https://archive.org/stream/americanjournal62unkngoog?ui=embed#mode/1up

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muita cousa
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