Tratado da Luz de Huygens comentado por Einstein

“Foi Huygens, contemporâneo de Newton, quem apresentou uma teoria nova. Em seu tratado sobre a luz, ele escreveu:

Se, além disso, a luz gastar tempo para sua passagem- o que iremos agora examinar – seguir-se-á que esse movimento, imprimindo à matéria intermediária, é sucessivo; e, consequentemente, ela se espalha, como faz o som, em superfícies esféricas e ondas, pois eu as chamo ondas por causa de sua semelhança com as que se vê formarem-se na água quando nela se joga uma pedra, e que apresentam uma expansão sucessiva em círculos, embora estes resultem de outra causa estejam apenas em uma superfície plana.”

EINSTEIN, Albert; INFELD, Leopold. A evolução da física. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 94-95)

O espectro, para a física moderna, é uma representação das amplitudes ou intensidades – o que geralmente traduz-se por energia – das componentes ondulatórias de um sistema quando discriminadas uma das outras em função de suas respectivas frequências (ou comprimentos de onda). Foi Isaac Newton o primeiro a utilizar spectrum como um conceito científico em sua Ótica (1704) para referir-se a decomposição da cor.
Sobre a ideia de que a natureza é um livro, cujas leis é possível conhecer e decifrar,uma ideia platonica, apresentada no Timeu, afirma também Einstein: “Quanto mais lemos, tanto mais plenamente apreciamos a perfeita construção do livro, muito embora a solução completa pareça recuar ao avançarmos.” p.13
Logo na introdução de seu livro Einstein cita “os admiráveis contos Conan Doyle”, onde o detetive sabe o ponto aonde não é necessário investigar mais, mas sim parar, pitar um cachimbo ou tocar um violino para encontrar, através do raciocínio, a correlação entre as pistas coletadas. Conan Doyle, ou melhor Sir Arthur Conan Doyle era um respeitado autor inglês, que gozava de reputação acima de suspeita, e que, nesta condição defendia a doutrina espiritualista contra os ataques de fraude. Curioso imaginar uma aproximação entre o raciocínio lógico – ou fantasioso- necessário para desvendar os fatos de uma investigação, e a crença nos poderes de comunicação dos médiuns. Harry Houdini, o célebre artista de vaudeville americano, em suas memórias dedica um capítulo inteiro a este pormenor.

 

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