ecologia da tese

sobras
citações longas

Agamben: Estâncias. Página 98:
As pesquisas de Winnicott sobre as primeiras relações entre as crianças e o mundo exterior levaram à identificação de um tipo de objetos, por ele definidos “objetos transicionais”. Os objetos transicionais não pertencem propriamente nem à esfera subjetiva interna, nem àquela objetiva externa, mas a algo que Winnicott define como “área da ilusão”, em cujo “espaço potencial” poderão, em seguida, ser situados tanto o jogo quanto a experiência cultural. A localização da cultura e do jogo não está nem no homem nem fora dele, mas em uma “terceira área”, distinta tanto “da realidade psíquica interior, quanto do mundo efetivo em que o indivíduo vive”.

Fetichistas e crianças, “selvagens” e poetas conhecem desde sempre a topologia que se expressa aqui com cuidado na linguagem da psicologia; e é nessa “terceira área” que uma ciência do homem, que se tivesse liberado de qualquer preconceito do século XIX, deveria situar a sua pesquisa(l). As coisas não estão fora de nós, no espaço exterior mensurável, como objetos neutros (ob-jecta) de uso e de troca, mas, pelo contrário, são elas mesmas que nos abrem o lugar original, o único a partir do qual se torna possível a experiência do espaço externo mensurável, ou melhor, são elas mesmas presas e compreendidas desde o início no topos outopos, em que se situa a nossa experiência de ser-no-mundo. A pergunta onde está a coisa? é inseparável da pergunta onde está o homem?

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